quarta-feira, 19 de junho de 2013

A Mentira - Capítulo 10: outro mundo


            Estava em choque. O quarto transmitia um misto de sensualidade e terror. Ali ela teria prazer, mas também poderia sofrer. Não era de todo desagradável, mas a fazia sentir medo. Deixaria ele amarrá-la ali, podia ficar totalmente ao seu dispor? Tinha medo do seu futuro ali.

            - Diga alguma coisa, Ana. – Disse Grey nervosamente.
            - Não sei o que dizer.
            - Espero que possamos ter aqui momentos muito bons.
            - Bons para quem? Você?
            - Isso é um jogo para dois, Anastásia. Eu vou gostar de te dominar e você aprenderá a me obedecer, a se submeter. Nós dois teremos prazer.
            - Tenho medo de você me machucar. – Foi totalmente sincera.

Ele a observou antes de responder.

            - Ana...vai haver dor, eu não te escondi isso. Mas eu não vou passar do seu limite. – Ele ficava se lembrando disso. – E, se você obedecer, serão apenas surras sensuais, para ambos terem prazer.
            - E se eu não te obedecer?
            - Aí eu terei de te castigar pra valer.

            Era uma ameaça clara. Ela estaria disposta a cumprir essas exigências? Continuou andando pelo quarto e tocando os objetos que aparentava ser novos. Abriu uma gaveta e se surpreendeu com a quantidade de brinquedos metálicos e de plástico.

            - Anais. – Ele esclareceu com um sorriso no rosto. –Quero treinar o  seu cú.

            Ele fala isso assim? Sem a melhor vergonha?

            - Não sei se concordaria com isso, Christian.
            - Essa é a questão principal, Ana. Para ser uma submissa, você tem que se entregar totalmente à mim. Não haverá concordar ou não. Eu terei tudo de você sempre que desejar.

            Ainda sentindo raiva pelas últimas atitudes de Christian e medo por toda aquela situação, mas a curiosidade era maior que tudo. Ali dentro parecia mais fácil ‘brincar’ de ser submissa. Além disso, se essa era a forma de fazer seu casamento funcionar, estava disposta a tentar. Sentiu os braços dele a sua volta, as mãos fechadas na cintura, a respiração soprando seus cabelos, a boca em seu pescoço e a quentura dos corpos de misturando.

            - Você é minha, Anastásia. Pode não ter aceitado ainda, mas acabará me deixando te dominar. – Ele falou tão docemente que ela estava querendo acreditar. – Agora, tire a roupa. – Ela estava parada, um tanto em choque. – AGORA!
            Ele caminhou até o outro lado do cômodo e pegou um chicote de montaria, fino, marrom e de couro trançado. Deu-lhe um golpe rápido no bumbum.


            - Eu mandei se despir, Anastásia. Quando mais demorar, pior para você. – Outro golpe e ela tirou a roupa ficando apenas de calcinha e sutiã brancos.

                - Ótimo. – Ele analisou seu corpo como se fosse uma mercadoria. Passava o chicote pelas curvas, sem machucar, mas despertando sensações diferentes. – Você tem ótimos quadris, Anastásia.
                - Tenho?
                - Sim, nasceu para ser colada sobre os joelhos de um homem e ser disciplinada. Não deveria fugir disso. – Ele a tocava nos seios e ela já estava úmida. Queria mandá-lo parar com essas bobagens todas e tomá-la de vez. Mas esse não parecia o plano dele. – Já está molhadinha...Ana...Ana...você gosta de ser minha escrava, vai aprender que gosta. Vou te ensinar na ponta do chicote.

                - AI!!! – Gritou sentindo mais um golpe, agora sem a roupa para proteger.
                - Eu sem comecei, Ana. Economize os gritos...alguém na casa pode ouvir e aí...todos saberão que você é uma menina mal criada que ainda precisa de disciplina. Vão ficar imaginando se você esta apanhando de chinelo, de cinta, de vara...de chicote.
                - Não!!! – Morreria se alguém soubesse do que se passava ali.
                - Então não grite. – Ele mordiscou seu pescoço. – Acho que vou te mostrar um vídeo...para entender como nós temos possibilidades para testar.

                Ela ficou nervosa.

                - Fique nua e se ajoelhe ao lado daquela parede. Agora!

                Tremendo, ela obedeceu.

                - Ótimo. Pode afastar os pés, flexionar as pernas e encostar o quadril do chão. – Ele a observou sorrindo. – Confortável?
                - Sim.- Estranhamente era verdade.
                - Agora assista.

AVISO da autora. Não é um vídeo para menores. Não abra se vc for menor de idade ou estiver com alguém por perto. Esse é um site de sadomasoquismo que encontrei fazendo pesquisas para a fic. http://www.spankingtube.com/video/36226/mainstream-compilation 

                Depois de assistir as imagens não sabia o que pensar. Os casais apareciam em cenas de violência, cenas de submissão, mas tinham prazer no rosto. Algumas mulheres gritavam, pediam para parar, mas não era o que suas feições de prazer diziam. Era algo no mínimo surpreendente. Um mundo no qual ela jamais havia sonhado estar.

                - Eu tenho outros vídeos desses para você olhar depois. – Ele desligou o monitor. – Fique de cabeça baixa. Olhe apenas para o chão. – Fez o que ele ordenou e viu seus pés se aproximarem. - Sempre que eu falar para você me esperar aqui, em posição, será assim que você ficará, à minha espera. Não importa quanto tempo eu demore, é nessa posição que te encontrarei ao entrar. Entendeu?
                - Sim.
                - Sim, o que? – Disse erguendo seu rosto com um puxão de cabelo.
                - Sim, senhor.
                - Ótimo! – Ele tornou a se afastar. – Agora levante daí e caminhe até mim.

                Ela o fez.

                - Você viu no vídeo muitas mulheres sendo disciplinadas em diversas cenas...um dia nós vamos fazer cada uma delas. E muitas outras. Uma colegial que apanha por ir mal na escola, a secretária incompetente, a esposa infiel, a doméstica que não tem cuidado com as coisas dos patrões, enfim...são muitas opções. E, para cada erro, há a sua opção de castigo. Uma surra sensual tem palmadas e torturas leves, praticamente indolores. Já erros e desobediências, isso sim merece um castigo.
                - Castigo?
                - Sim, castigo. Se errar, você irá apanhar para valer, querida Ana. E uma verdadeira submissa jamais se esconde do mestre ou foge do castigo. Vamos fazer essa combinação desde já. Quando eu te der uma ordem e você descumpri-la seja por teimosia ou por qualquer outra razão, você virá até mim, seu marido e dominador, contará o que fez de errado e perguntará qual é o seu castigo. Normalmente nós viremos até esse quarto e eu aplicarei sua pena, seja ela qual for.

Como podia estar excitada e apavorada ao mesmo tempo?

                - Como assim...’normalmente’? Há mais desses quartos por aí?
                - Não, não há. Mas eu sou do tipo que reage na hora. E, caso me desobedeça em outro lugar, eu posso aplicar o castigo por lá mesmo, seja onde for.

                Medo e excitação a faziam tremer. Não sabia se implorava para ele tê-la ali mesmo ou fugia correndo.

                - Agora nós vamos brincar um pouco. Você viu que no vídeo também temos inúmeros objetos para praticar o ‘spanking’. Nós vamos sortear com qual você levará sua primeira surra.
                - Surra? Mas eu não fiz nada errado.
                - Como não? Lembra que eu disse que você tinha uma imensa conta a pagar? Elevou a voz para mim na viagem, mexeu nas minhas malas, contratou uma empregada sem me consultar. O lado bom é que com a surra que você sortear, essa conta ficará zerada. Vá até a cômoda e pegue o jogo de cartas da terceira gaveta.

                Cada vez mais nervosa ela obedeceu.

                - Cada uma dessas cartas tem um castigo...quero que você escolha, na sorte, sua primeira surra. Se pegar uma muito pesada serão poucos golpes, se for coisa leve eu capricho na força.Aqui tem desde palmadas...até surra de cinto. As varas eu tirei, já que nós colocamos como um limite rígido da no contrato. Tire sua sorte Ana.

                Sabia que podia se revoltar, atirar as cartas longe e falar que a brincadeira tinha acabado, mas, no fundo, queria experimentar, provar a sensação de se colocar nas mãos dele e da sorte. Puxou uma carta, desvirou. Era um As e nela, à caneta preta, estava escrito Chinelo.

                - Carta sugestiva, querida Ana. – Ele se sentou no sofá e apontou para o outro lado. – Abra aquele armário e escolha um dos chinelos. Tem de couro e de borracha.

                Se, há alguns meses lhe dissessem que estaria naquela situação, não acreditaria. Mas mais uma vez a curiosidade a fez obedecer. Pegou o de borracha, aquele típico chinelo de dedo.

                - Agora venha aqui e se deite sobre minhas pernas. – O fez e sentiu seu membro duro. Ele alisava sua bunda delicadamente enquanto o chinelo ainda estava na sua mão. – Empine a bunda, Anastásia. Ofereça ela ao castigo. Você sabe por que vai apanhar?
                - Sim. – Respondeu e levou um tapa. – Sim, senhor.
                - Por que?
                - Por que gritei, desobedeci e não o consultei para tomar uma decisão.
                - Sim. Me dê o chinelo. – Ele estendeu a mão. – vou dar 8 golpes, por hoje, para começar, basta. Mas serão fortes e eu quero que você conte. Se não contar, tentar cobrir o traseiro com a mão ou fugir de mim, apanhará em dobro. Entendeu?
                - Sim, senhor.
                - Ótimo. Vamos começar.

                O primeiro golpe veio forte, do lado esquerdo e bem na poupa da bunda.
                - UM aiii.
                O próximo também no lado esquerdo, mas no centro do bumbum branco.
                - DOISSSS aaaaiii
                Mais um exatamente no mesmo lugar do segundo, agora já vermelho e ardendo.
                - TRÊS! Para...aiii...por favor  - gritou colocando a mão no,local.

                - O que eu avisei?! Colocou a mão...então esse último não valeu. – Disse ele.

                Outro golpe rápido, no mesmo lugar e ela apertava os dentes para não chorar de dor. Mas também se segurava para não gemer e implorar para ser fudida ali mesmo.

                - TRÊS. – Dessa vez manteve as mãos bem longe do alvo de Grey.
                - QUATRO!AIIII – Esse no lado direito.
                - CINCO. -  Na poupa do lado direito.
                - SEIS...uiauu...SETE aiiii...-  Foram rápidos e dados bem no meio da bunda.

                Logo depois ele a ergueu no colo e a abraçou, alisando suas costas e consolando como se não passasse de uma menininha.

                - Pronto, pronto. Acabou....viu? Você foi corajosa e conseguiu enfrentar o castigo sem nem chorar...e teve sorte. – Ele enfiou dois dedos dentro de minha vagina.  – Toda derretida por mim...você gosta Ana...você adorou ser surrada e agora...agora vai ser comida como merece.

                Ele a colocou deitada de costas na cama. Pernas flexionadas e bem afastadas. Ficou tímida, nunca tinha feito nada tão despudorado. Ele ficou de pé, à sua frente e começou a se despir. Quando tirou a cueca ela viu o que já sentia quando estava no seu colo. Ele estava mais do que pronto.

                - Nem eu nem você precisamos de preliminares. Vai ser duro, forte, do jeito que eu gosto.

                E assim foi. Christian deitou-se por cima dela, segurou suas mãos acima da cabeça e tudo o que pode fazer foi serpentear por baixo dele enquanto sentia-o entrar e sair sem piedade. Ele gritava, ela gemia em resposta. Estava enlouquecida, queria senti-lo até o fundo, mais forte, mas rápido.

                - Gostosa...você é uma feiticeira das mais terríveis, Anastásia. – Foi só o que conseguiu entender de tudo o que ele falou.

Ambos adormeceram logo após.


Nenhum comentário:

Postar um comentário